ABRANGÊNCIA NULA: {x => x C U, x = 0}
Conjunto cujos elementos são, de um ente como um todo, nenhuma de suas partes. Do qual estão separadas todas as partes de um ente, sem exceção, sem que nenhuma ao conjunto esteja unida.
ABRANGÊNCIA ÔNICA: {x => x C U, x = n}
Conjunto cujos elementos são, de um ente como um todo, todas as suas partes, sem exceção de nenhuma. Onde estão unidas todas as partes de um ente, sem exceção, sem que nenhuma do conjunto esteja separada.
ABRANGÊNCIA SINGULAR: {x => x C U, x = 1}
Conjunto cujos elementos são, de um ente como um todo, apenas uma de suas partes. Ao qual está unida apenas um das partes de um ente, do qual todas as outras estão separadas.
ABRANGÊNCIA TÍPICA: {x => x C U, n > x > 1}
Conjunto cujos elementos são, de um ente como um todo, algumas de suas partes e só aquelas que possuem ao menos uma característica em comum. Onde estão unidas algumas das partes de um ente, do qual outras estão separadas.
ARCANOS x ADÁGIOS (PROJETO BARALHO BRASIL):
Objetivos:
1) Demonstrar que estão unidos por pelo, menos, uma simbólica em comum. Disso decorre que se pode usar um como recurso mnemônico para o outro, e vice-versa e, portanto, pode-se em todos os contextos ter acesso a ambos e utilizá-los para atender às conveniências de cada um.
2) Demonstrar que todos os entes humanos podem unir, aos seus mapas mentais, ambos. E isso de forma simples , sem mistérios nem desdém. Não se deve ter, diante deles, atitudes de indiferença, inconveniência, nem conveniência. E sim de ou superação, por pensar estarem no mesmo nível que o EH, caso se costume vê-los de acordo com as outras atitudes.
INDIFERENÇA ou INCONVENIÊNCIA: Humano > ambos. Pensa-se que estão totalmente separados do EH, por lhe serem inferiores. Totalmente sem sentido (para nada servirem), ou apenas servirem para fazer lavagem cerebral em pessoas de mente fraca.
CONVENIÊNCIA: Humano < ambos. Pensa-se que estão totalmente separados do EH, por lhe serem superiores, iguais ou semelhantes ao Ser Supremos. Tão plenos de sentido que são inacessíveis ao EH, ou o são apenas para que este atenda aos seus imperativos, sem nenhum questionamento e, muito menos, contestação.
ARTE: Clarice Lispector afirma: "Arte não é liberdade, é libertação". Para mim, isso significa que a Arte nos liberta, nos separa, da ilusão de não termos liberdade. Além disso, nos auxilia a conquistar nossa autonomia, a sermos nossos próprios seres. A termos consciências de que estamos unidos, inseparavelmente, a nós mesmos e a nossa própria liberdade. A recriarmos o Universo a nossa imagem e semelhança. A compormos nossa realidade através da nossa imaginação. A realizarmos nossa verdadeira e legítima realização.
AVALIAÇÃO: Há nela etapa: valorização, valoração, avalização. Os critérios para avaliação (conveniência, inconveniência, indiferença, superação) são usadas para a todo instante pelo ente humano. Bom exemplos disso são:
Os três sentidos estão elados às três fases dos processos (1º percepção - entrada, 2º significação - processamento, 3º orientação para ação - saída).
A fórmula é composta por estruturas onde há sintagmas (combinação e concatenação) e paradigmas (seleção). O que é selecionado pelos paradigmas e concatenado pelos sintagmas é, na grande maioria das vezes , o que é valorizado (bom) por ser conveniente (fazer bem).
1ª ETAPA: VALORAÇÃO: Onde o sujeito conclui se o objeto é seu adjuvante, ou seu adversário.
ADJUVANTE: Auxilia o sujeito. Por um lado, no sentido de aproximá-lo de seu objetivo e, também, de uni-lo aos entes que também podem fazer o mesmo. Por outro, no sentido de separá-lo dos entes que podem afastá-lo de seu objetivo.
ADVERSÁRIO: Atrapalha o sujeito. Por um lado, no sentido de afastá-lo de seu objetivo e, também, de uni-lo aos entes que também podem fazer o mesmo. Por outro, no sentido de separá-lo dos entes que podem aproximá-lo de seu objetivo.
2ª ETAPA: VALORIZAÇÃO: Onde o sujeito como decide com se convém agir, ao relacionar-se com seus adjuvantes e adversários, de acordo com as posturas: conveniência, inconveniência, indiferença, superação.
CONVENIÊNCIA: Sujeito quer unir-se ao adjuvante e separar-se do adversário.
INCONVENIÊNCIA: Sujeito quer unir-se ao adversário e separa-se do adjuvante.
INDIFERENÇA: Ao Sujeito nada significam, nem adjuvante, nem adversário. Para ele é igualmente nulo tanto a unir-se a eles, quanto separar-se deles.
AVERSÃO: Sujeito quer separar-se do adjuvante e do adversário e não quer unir-se a nenhum deles. Para ele é igualmente negativo a unir-se a cada um deles.
OBSESSÃO: Sujeito quer unir-se ao adjuvante e ao adversário e não separar-se de nenhum deles. Para ele é igualmente positivo a unir-se a cada um deles.
SUPERAÇÃO: Ao Sujeito tudo significam adjuvante e adversário. Para ele é igualmente positivo tanto a unir-se a eles, quanto separar-se deles.
3ª ETAPA: AVALIZAÇÃO: Onde o sujeito dá seu aval a si mesmo, se auto-autoriza, a agir, para unir-se ao seu objetivo. Fazer isso consiste em unir-se ou separa-se do objeto. Ao fazer isso, relaciona-se com seus adjuvantes e adversários.
CAOS X COSMOS: O Universo é composto por infinitas possibilidades. É complexo demais para o ente humano. O ente humano não está apto se relacionar com o Universo de forma direita e imediata. Apenas de forma indireta e mediata, mediada através do imaginário humano. O ente humano não pode conhecer o Universo exatamente como ele é. Mesmo se pudesse, não teria jamais a certeza definitiva de que o conhece dessa maneira, devido aos humanos limites. Ao olhar para o Universo, a mente humana fica confusa, em caos total, por não ter a primeira vista noção de nenhuma regularidade, nenhuma constância. Por isso, o ente humano que o Universo é um caos total. E no caos total no ente humano não sabe viver. Para existir, convém ao ente humano ter a convicção de que o Universo é uma mistura de caos e cosmos. Para cosmizar, quer dizer, organizar o Universo, o ente humano precisa fazer o mesmo com sua mente. A poiesis consiste, exatamente, num processo de cosmização do Universo. Para existir, o ente humano necessita estabelecer relações com o Universo. O Universo é muito complexo. O ente humano não está apto a lidar com o algo tão complexo assim, pois seus recursos para estabelecer relações têm limites restritos. Para resolver esse problema, o ente humano tenta fazer uma inversão: expandir seus próprios limites e encolher a complexidade do Universo. A conveniência é constante, pois o ente humano precisa com frequência satisfazê-las. Portanto, o ente humano crê que o Universo, bem como todos os entes que compõem, tenham formas constantes que os tornem aptos a exercer as funções necessárias a satisfazer suas conveniências constantemente. O cosmos é composto através de leis. Há duas categorias de leis, colocadas em pólos opostos e mutuamente excludentes: do "ser” e do “dever ser”. A categoria principal é a do "dever ser", porém o ente humano se ilude, porque quer crer que a categoria principal é a do "ser". Isso ocorre porque o ente humano quer que o Universo lhe satisfaça plenamente, sem que o próprio ente humano precise fazer nada para que isso aconteça. Talvez porque a lei primordial, a reger o ente humano, seja a lei do menor esforço. Em um pólo estariam as “leis do ser”, que têm esse nome porque o ente humano tem a convicção de que é através delas que o SER faz a Gênesis: cria e recria o Universo à sua imagem e semelhança. Para o ente humano, é conveniente que o SER tenha composto o Universo de tal forma que tudo ocorra de maneira previsível. Para que o ente humano possa exercer todas as suas ações com a certeza de que sempre irá alcançar suas próprias metas. Portanto, ele quer convencer a si mesmo de que o Universo é exatamente como convém a ele mesmo que seja. Isto significaria que o SER compôs o Universo, da forma como o fez, para garantir a plena satisfação das conveniências do ente humano. Esta é a razão pela qual o ente humano escreve as "leis do ser": para que possa crer que nada, nenhum ente e nem mesmo o SER o impeça de atender às suas próprias conveniências e, também que todos os entes e até mesmo o SER lhes ajude a atender às suas próprias conveniências. As "leis do ser" seriam impossíveis de violar, porque haveria um elo natural e, portanto, impossível de desfazer entre causa e consequência. Tomemos como exemplo a lei da gravidade. Ela determinaria que: "todo o corpo largado no espaço cai". {"Curso de Direito Constitucional", pág. 30} Apenas o SER seria capaz de impor que isso aconteça. Nenhum ente seria capaz de impedir que isso aconteça. Portanto tais leis seriam, para o SER, prescritivas ("leis do dever ser"). Porém , para o ente humano, seriam descritivas ("leis do ser"). A prescrição de seu cumprimento não seria obra do ente humano, pois este apenas as constataria e as expressaria. A violação dessas leis seria apenas aparente. Se um ente apenas parecesse violá-la isso significaria, na verdade, que o ente humano foi incapaz de constatá-la e/ou de expressá-la. No pólo oposto estariam as "leis do dever ser", com as quais o ente humano faria a poiésis, que através da mimésis, imita a gênesis, pois é assim que o ente humano recria a si mesmo, o Universo e o SER. Tais leis são, tanto para o ente humano que as compõem como para os demais, "leis do dever ser". São leis possíveis de violar. E essa possibilidade seria a própria razão para a existência dessas leis. "Precisamente porque no mundo real pode não cumprir-se o que a norma prescreve, por isso a norma a tem sentido com (...) norma. Se o que a norma diz se realizasse sempre e necessariamente, de modo forçoso então a norma perderia seu caráter de 'dever ser' (...) e se transformaria numa lei fática", quer dizer, não seria "lei do dever ser" e sim "lei do ser". {"Curso de Direito Constitucional", pág. 31} O elo entre causa e consequência seria cultural e portanto possível de desfazer. Tomemos como exemplo as leis que prescrevem pagamento de dívidas. Mesmo que nenhuma dívida nunca seja paga, isso não invalida as leis. Pois elas expressam a crença, de quem as compôs, de que podem restringir a ação humana às fôrmas que atendem às suas próprias conveniências. A sua violação significaria duas coisas: ou a inconveniência do ente humano ao se pretende impô-la de agir de acordo com ela; ou a incapacidade do ente humano que a pretende impor de moldar os demais entes humanos às suas próprias conveniências.
Entretanto, eu acredito que os fatos sejam outros. O que temos não são leis "do ser", nem leis "do dever ser". O que temos, na verdade, são leis do "querer ser". Expressam a conveniência do ente humano de fazer a poiésis de, imitando o ser, criar e recriar ele mesmo, o Universo e o SER à sua própria imagem e semelhança. Para impor sua cosmovisão como se fosse a realidade, a imagem verdadeira do Universo, tal como ele é. Para fazer com toda a humanidade agir como se assim fosse. Como se, assim procedendo, o Universo fosse informado de que deveria ser informado (colocada numa fôrma), para exercer a função de satisfazer plenamente o ente humano. Seriam formas de agir com astúcia ou força, para operar a hegemonia. As "leis do ser" são exemplos de astúcia. Elas parecem apenas descrever os fatos tais como eles são. Entretanto, na verdade, pretendem prescrever uma determinada cosmovisão. Para que todos os entes creiam que são invioláveis e, portanto, ajam de acordo com elas sem questionar, atendendo às conveniências de quem as compõe. As "leis do dever ser" são exemplos de força. Elas são, e se revelam explicitamente, como formas de coação e coerção. São compostas para impor condutas quando as "leis do ser" são ineficazes para obter a hegemonia. Nos casos em que quem as compõe só acredita que as leis não são violadas, a menos que quem as viole seja punido por isso. Ambas não são criadas pelo SER, e sim pelo ente humano que pretende substituí-lo.
CONTRATO: Convenção a que o Destinador quer fazer o Sujeito aderir, unir-se, por aceitar o convite, ou a convocação, para converter-se ao credo de que O Destinador é o Ser Supremo, o núcleo do Universo inteiro. Quando esse credo for hegemônico, o que significa que será o de toda a Humanidade, o Destinador realmente fará a sua apoteose: transformar-se-á de ente humano em Ser Supremo. Resumindo, o Destinador que só haja três esferas actanciais: Sujeito (singular e típico: o próprio Destinador), Auxiliar (típico: todo o restante da Humanidade), Objeto (ônico: todos os alvos da conveniência do Destinador ). O Destinador quer eliminar a esfera do Adversário (nulo), pois não admite que nada o impeça de atender à sua própria conveniência .
CONVENÇÃO: Código usado para compor o contrato, criado pelo ente coletivo para garantir (possibilitar e manter) a convergência. Código ao qual todos devem se unir e ninguém se separar, para assegurar o atendimento à conveniência.
CONVENIÊNCIA (OU OBJETIVO): Alvo que o sujeito quer atingir, ao qual quer se unir, é o mesmo que atender à conveniência. Vontade do sujeito para dissolver, ou solucionar, seu(s) problema(s). A vida do ente humano depende do atendimento de necessidades, necessidades cuja existência independe totalmente da ação do ente humano. O atendimento dessas necessidades, porém, depende em grande parte da ação do ente humano. Dependem, principalmente, do que impulsiona o ente humano a agir, a conveniência. A atuação do ente humano é sempre teleológica, é sempre feita tem em mira uma finalidade, que é a satisfação de uma ou mais conveniências. Para agir, são necessárias muitas e diferentes coisas, dentre elas: determinar funções, formas, fôrmas e fórmulas. Uma das funções é a conservação (manutenção). É necessário colocar o que falta, o que está em escassez; e retirar o que sobra, o que está em excesso. É necessário reter o que não pode faltar, e retirar o que não pode ficar. É necessário garantir que entre o que deve, e que não entre o que não deve. É necessário garantir que saia o que deve, e que não saia que não deve. Resumindo, é necessário aproximar-se do que é positivo (o que auxilia a satisfação das necessidades) e afastar-se do que é negativo (o que atrapalha a satisfação das necessidades). Toda ação humana é movida pela conveniência. Quem age é sempre o ente humano individual, e age sempre para satisfazer suas próprias conveniências. Em caso de ganho secundário, este só vem em segundo lugar na realidade, pois no imaginário vem em primeiro. Nesse caso, a função é atender à conveniência do EH que pratica a boa ação; e a forma é o auxiliar outro EH.
IMAGINÁRIO:
1º CAUSA: FUNÇÃO: Atender à conveniência de reforçar auto-imagem positiva de um EH.
2º CONSEQUÊNCIA: FORMA: Ajudar a outro EH.
REALIDADE:
1º CAUSA: FORMA: Ajuda prestada a outro EH.
2º CONSEQUÊNCIA: FUNÇÃO: Atendida a conveniência de reforçar auto-imagem positiva de um EH.
CONVERGÊNCIA (OU HEGEMONIA): União entre características de dois ou mais entes individuais, para compor um ou mais entes coletivos.Resultado da convicção do sujeito de que o Universo tem a forma que convém ao Destinador, por crer que, se assim for, irá atender às conveniências do Destinador.
CONVICÇÃO: Certeza do sujeito de querer mesmo atender à conveniência. Crença ao qual todos devem se unir e ninguém se separar, para assegurar o atendimento à conveniência.
EQUILÍBRIO X DESEQUILÍBRIO: O total equilíbrio interno de um ente é sua maior conveniência, significa a sua plena satisfação, a satisfação de todas as suas conveniências, sem nenhuma exclusão. O equilíbrio total de um ente ocorre quando vive no cosmos total, quando o universo inteiro age de forma conveniente, para atender às suas conveniências, quando o ente transforma-se no SER. O contrário disso é o desequilíbrio total, a insatisfação plena, sem inclusão. O desequilíbrio total de um ente ocorre quando vive no caos total, significa a plena insatisfação, a insatisfação de todas as suas conveniências, sem nenhuma inclusão. Quando o universo inteiro age de forma inconveniente, para desatender às suas conveniências, quando o ente é impedido de se transformar no SER.
ESTILO ABSTRATO: Exprime uma cosmovisão do ente humano. Exprime um tipo de distinção. Onde há 1 ou mais imagens, nas quais percebem-se separadas dos entes e unidas entre si estas partes: formas geométricas, dimensões, texturas, cores, dimensões etc. Pertence à abrangência típica.
ESTILO ABSTRUSO: Exprime uma cosmovisão do ente humano. Exprime a confusão mental do ente humano, quando vê tudo unido no Universo, sem conseguir discernir separação entre os entes e, portanto, não vê sentido nenhum no Universo. Onde só há uma imagem, na qual não se percebe onde termina um ente e onde começa um outro. Pertence à abrangência ônica.
ESTILO FIGURATIVO: Exprime uma cosmovisão do ente humano. Exprime um tipo de distinção. Onde há 1 ou mais imagens, nas quais percebem-se separados os entes e unidas aos mesmos todas as suas partes. Pertence à abrangência singular.
ESTILO ILUSIONISTA: Exprime uma cosmovisão do ente humano. Exprime um tipo de distinção. Onde há 1 ou mais imagens, nas quais percebem-se separados os entes e unidas aos mesmos todas as suas partes. A diferença entre os estilos figurativo e ilusionista é esta: no estilo não há, porém no ilusionista há reversibilidade entre os entes como um todo e, também entre as partes que os compõem. Pertence à abrangência ônica.
ESTILO SURREALISTA: Exprime uma cosmovisão do ente humano. Exprime um tipo de distinção. Onde há 1 ou mais imagens, nas quais percebem-se separadas dos entes e unidas entre si estas partes: cabeça, tronco, membros, asas, cauda etc. Pertence à abrangência típica.
FORMA: Maneira padronizada de agir, para praticar duas ou mais ações de forma similar. Pertence à abrangência típica.
Maneira como a ação é praticada, visando exercer a função, dentro de um contexto específico. Pertence à abrangência singular. Pode ser classificada em duas categorias, cada uma dividida em duas subcategorias:
FORMA DO ENTE: Forma como a estrutura do ente é composta.
FORMA DA AÇÃO: Forma como o ente, ao atuar, estabelece suas relações: intra (entre o ente e ele próprio), inter (entre o ente e outro ente), trans (entre o ente e o SER.)
FÓRMULA: Mapa mental, usado para orientar ação. Serve para se agir de forma padronizada, visando criar fôrmas. Pertence à abrangência ônica.
FUNÇÃO: Ação praticada pelo sujeito por crer ser a que irá atender à(s) sua(s) conveniência(s). Toda função visa atender a uma ou mais conveniências.
IMAGINÁRIO: A forma que o ente humano tem a convicção que o Universo deva ter, para atender às suas conveniências.
LIBERDADE: Poder do ente humano para decidir e agir dentro das possíveis alternativas, com o objetivo de tentar atender aos seus interesses imediatos, após avaliar a situação onde se encontra.
O Ser Supremo cria o ente humano livre. Porém, em sua composição, aliou liberdade e aprisionamento, este como condição necessária para aquela. O ente humano está preso indissoluvelmente a dois entes: a si mesmo e à sua própria liberdade. Pois, se pudesse se libertar de pelo menos um deles, se libertaria automaticamente do outro e, por desventura, estaria sujeito a aprisionar-se aos demais entes.
O Ser Supremo separa-se do ente humano e deste se oculta. Faz isso para que libertar o ente humano, para ele poder relacionar-se com o Ser Supremo da forma que lhe for mais conveniente, cada ente humano individual e coletivo de uma forma diferente, satisfazer as humanas conveniências. Assim ,o ente humano pode até mesmo contestar a existência e até mesmo a essência do Ser Supremo.
LIBERDADE X PRISÃO: O Ente humano só age guiado pelas suas próprias conveniências. Porém, muitas vezes, o faz de forma inconsciente. Seu consciente prefere crer ser guiado pelas conveniências dos outros, para tentar fugir à responsabilidade por seus próprios atos. O suicídio é a melhor prova da veracidade dessa idéia. Por um lado, por mais aprisionado (conscientemente) que esteja um ente humano à ilusão de não ter liberdade, ele na verdade sempre pode recorrer ao suicídio, por crer (inconscientemente) que essa é a forma mais apropriada para atender, às próprias conveniências, que prefere dentro do contexto onde se encontra. Por outro lado, o EH pode até mesmo de iludir, crer (conscientemente) que os outros não lhe deixaram outra opção, a não ser o suicídio. Porém, na verdade (inconscientemente) sempre sabe que há pelo menos duas alternativas entre as quais pode escolher: o suicídio e outra. O melhor exemplo disso é quando Y se suicidar porque, se não o fizer, X o assassinará. Y pode até mesmo crer (conscientemente) que X lhe obrigou a se suicidar. Entretanto, na verdade o que ocorre é isto: (inconscientemente) Y sabe que a responsabilidade de X consiste em ter preferido lhe deixar apenas duas alternativas para escolha: assassinato ou suicídio. A responsabilidade por ter preferido escolher suicídio é toda de Y. O fato de Y ter a convicção (consciente) de que a responsabilidade pelas duas preferências cabe exclusivamente a X, vem da inconveniência de ser assassinado para Y ser tão grande, que isto para ele é impensável (conscientemente).
METAFÍSICA: Na Teoria Polivital, a Metafísica tem dois momentos: a gênesis e a poiesis. Na gênesis, a essência precede a existência . A sua imagem e semelhança, o SER cria a si mesmo, o Universo e o ente humano. Na poiesis, a existência precede a essência. A sua imagem e semelhança, o ente humano, recria a si mesmo, o Universo e o SER.
NATURALIZAÇÃO DA CULTURA: Quando um ente humano qualquer diz que os entes não humanos só existem para servir às conveniências dos entes humanos, e que os entes humanos negros não são entes. Um exame superficial talvez dê a impressão de que se pode classificar essas leis como naturais. Entretanto, analisando-as profundamente, percebe-se que, na verdade, só podem ser classificadas como culturais. Porque o convém, neste caso, é impor a todos os entes humanos à convicção de que os entes humanos negros devem ser dominados pelos não-negros por não serem humanos, pois todos os entes não-humanos devem servir incondicionalmente aos entes humanos. Esta absurda convicção esteve muito disseminada na era colonial e, infelizmente, ainda hoje se faz presente. Sua função, na era colonial, era a de legitimar a dominação dos brancos sobre os negros. Ou seja, temos uma inversão: na essência as leis justificariam os fatos (cultura), porém na aparência os fatos justificariam as leis (natureza).
OBJETO: Ente ao qual o sujeito quer se unir, ou do qual quer se separar. Quando consegue fazê-lo, atinge o objetivo e, portanto, atende à conveniência.
PARADIGMA X SINTAGMA: A Semiótica afirma que Tudo se resume, no mais profundo dos níveis, a paradigma e sintagma. Porém , mesmo esses dois entes são compostos, em um nível mais profundo do que aquele onde se encontram, de união e separação.
PARADIGMA: 1º Separa-se da abrangência ônica, os entes e se une em paradigmas, na típica, para classificá-los.
SINTAGMA: 2º Separa-se da abrangência típica os entes e se une em textos, na singular, para falar sobre eles.
PRISÃO OU APRISIONAMENTO: Manipulação de um ente humano sobre outro, ou sobre si mesmo. Alguém se convence de que age unicamente para satisfazer às conveniências de outro ente. Porém, o que ocorre é que o motivo que leva o EH agir é sempre querer atender às suas próprias conveniências. Esse motivo pode ser o único, pode ser o fim e o meio. Quando há outro motivo, esse é o fim e o outro é o meio. Exemplo: ganho secundário, que só é secundário cronologicamente, pois é principal axiologicamente.
Quando um ente humano restringe em quantidade e qualidade as alternativas, dentre as quais outro ente humano pode escolher a que mais lhe convém, o aprisiona de alguma forma. Quando um ente humano ilude outro ente humano, fazendo-o crer e querer deixar de ser o seu próprio SER, o aprisiona de alguma forma.
Ilusão de que se pode sem liberdade. O ente humano ilude-se, por lhe ser conveniente. Prefere crer que seu núcleo está fora e não dentro dele mesmo. Prefere crer que outro ente é o seu Ser para iludir-se, pois quer fugir da responsabilidade, que lhe pertence e é inalienável, sobre seus próprios atos. Assim , age com a ambivalente pretensão de atender duas conveniências opostas e complementares:
1) Autocêntrica: Realizar seu desejo de querer ser, de transformar-se em seu próprio ser. Desejo impossível, pois ninguém torna-se seu próprio ser, já nasce sendo e jamais deixar de ser.
2) Alterocêntrica: Realizar seu desejo de obedecer as leis do ser e do dever ser.
PROBLEMA POR ESCASSEZ: Ocorre quando o sujeito está separado do objeto com o qual quer se unir.
PROBLEMA POR EXCESSO: Ocorre quando o sujeito está unido ao objeto do qual quer se separar.
REALIDADE: A forma que o ente humano consegue efetivamente fazer o Universo ter, concretizando seu imaginário o máximo que os limites impostos pelo Universo lhe permitem.
REALIZAÇÃO: Quando consegue fazer o Universo ter a forma que quer, por crer ser a que atende às suas conveniências, mais o ente humano transforma seu imaginário em realidade e, assim, mais se realiza, mais se transforma de virtual (imaginário) em real.
REGENERAÇÃO: Em todos os presídios, deveria haver atividades artísticas, educacionais e profissionalizantes, com o objetivo de despertar nos criminosos a vontade de se regenerarem e se tornarem cidadãos íntegros e integrados , de maneira construtiva, à humanidade.
RELAÇÃO INTER: Estabelecida entre um ente e outro ente.
RELAÇÃO INTRA: Estabelecida entre um ente e ele
mesmo.
RELAÇÃO TRANS: Estabelecida entre um ente e o Ser Supremo, ou o que o primeiro crê que seja o Ser Supremo.
SER X ENTE HUMANO: Na Gênesis, o Ser desce para a condição de ente. Na poiésis, o ente humano sobe para a condição de Ser. Antes da Gênesis, o Ser vivia sozinho em meio ao nada. Ele, por um lado, acreditava ser onipresente, onisciente e onipotente. Porém, por outro lado, questionava-se sobre a veracidade dessa crença, se ela era fiel à realidade. Motivos:
A) ONIPRESENÇA: Tempo e espaço era o próprio quem fazia e desfazia. Só havia espaço onde ele estava parado, ou por onde ele se deslocava. O tempo é o transcorria, quando ele agia.
B) ONIPOTÊNCIA: Como não havia mais ninguém, além do Ser, todas as ações eram praticadas apenas por ele. Tudo o que era feito, apenas ele é quem o fazia. Além disso, não havia ninguém para atuar como seu adjuvante e, muito menos, seu adversário.
C) ONISCIÊNCIA: O Ser era único sujeito e, também, o único objeto. Portanto, tudo o que havia para saber, era parte dele e de suas ações; e, também, ele era o único que tomava conhecimento do que existia e acontecia.
O Ser decide, então fazer a gênesis, para se por à prova. Para descobrir até onde ia sua aptidão para estar, ser, saber, fazer e poder. O Ser extrai, de si mesmo a Energia Vital e a separa em duas partes. Uma ela mantém com forma de energia, a outra transforma em Matéria Primordial. Mistura, então, matéria com energia e, através dessa mistura, compõe o Universo e, dentro dele, o ente humano. Na gênesis, o Ser passa da essência à existência. Desce para a condição de ente. “O espírito entra na matéria”.
SER: GENÊSIS: O Ser Supremo passa da essência para a existência. Distancia-se de si mesmo para autoconhecer-se. Cria a si mesmo,ao Universo e, dentro deste, o ente humano, para saber do que é capaz. Para saber se é, realmente, oniciente, onipotente e onipresente.
SER: MÍMESIS: A poiésis faz a mímesis da gênesis. Isto significa que a imita. Pela gênesis, o Ser Supremo cria: a si mesmo, ao universo, ao ente humano. Pela poiésis, o ente humano recria: ao Ser Supremo, ao universo, a si mesmo.
SER: POIÉSIS: O ente humano quer unir-se ao Universo, tendo com este um contato direto e imediato. Porém, só está apto a ter com ele um contato indireto e mediato, através do Imaginário.
O ente humano objetiva atender às suas próprias conveniências de duas maneiras: Definitivamente, para que fique eternamente satisfeito e deixe de tê-las. Provisoriamente, para que fique satisfeito o maior tempo possível;para que o intervalo de tempo entre o seu surgimento e sua desaparição (devida à sua satisfação) seja o menor possível. O ente humano elege o ente que acredita que seja o Ser Supremo, por ter a conviccção de que é ele quem lhe garante a plena satisfação, a satisfação de todas as suas conveniências, a começar pela que o ente humano acredita serem as vitais para ele mesmo. A partir deste substituto do Ser Supremo, o ente humano recria a si mesmo e ao Universo, à sua imagem e semelhança. Isto significa que o ente humano faz essa recomposição através de seu próprio imaginário, conforme as convicções ditadas pelas sua próprias conveniências.
TODO X PARTE: Todo ente está separado de outros entes; é um todo em si mesmo; dentro dele há entes menores do que ele, que são suas parte. E, também, todo ente está unido a outros entes; encontra-se dentro de entes maiores do que ele, dos quais faz parte.
UNIÃO x SEPARAÇÃO: Tudo se resume, no mais profundo dos níveis, a estes dois entes: união e separação. Tal como Yin e Yang, são o cerne de tudo. E, também, ambos estão intimamente ligados entre si. Mais do que isso, são próprio cerne do Tao, onde Yin e Yang estão, nos mesmos tempo e lugar, tanto unidos quanto separados. Na verdade, no mais profundo dos níveis, só existe união. Porque aí união e separação estão sempre unidos e jamais separados.
UNIÃO: Para que se pense na união de dois, ou mais entes, é preciso distingui-los uns dos outros. E, para isso, alguma separação entre eles deve ser feita. Senão, pensar-se-á em um único ente. E não dois, ou mais, entes unidos.
SEPARAÇÃO: Quando se pensa em dois, ou mais, entes separados eles estão juntos ao menos na realidade, por pertencerem ao mesmo universo; no imaginário, em um único contexto, de acordo com único mapa mental .







