iBLOG précédent iBLOG suivant



Ma photo
POLIVITAL
Mon calendrier
< Nov. 2009  
L M M J V S D
      1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30      
Mon bloc perso.
TRAJECTOIRE DE MAURO VALENTE

Je suis né à l’année de 1967, à la ville de Rio de Janeiro, quand j’ai reçu le nom de Mauro Brito da Silva.
En 1991, j’ai reçu le diplôme de la Faculdade de Letras da UFRJ, référent au cours de Portugais-Litté ratures.
Je m’exprime à travers de plusieurs arts: Littérature, Arts Plastiques, Danse e Thêatre. J’utilize tout le pouvoir des symboles et des mythes pour intégrer, dans mes oeuvres, les divers aspects de l’être humain et aussi les arts les uns avec les autres.
J’ai commencé à écrire poésies à cause d’ inspirations subites. Aux cours d’oficine littéraire, j’ai appris à mieux contrôler le processus criatif. Mes poèmes ont été déjà exposés et publiés, à cause de recompenses que j’ai reçu et de ma propre initiave.
J’ai presenté mes essais littéraires deux fois, pour être invité. Une fois pendant un congrès organisé par la Faculté de Lettres de la UFRJ.
J’ai appris à faire collages en 1982, au Colégio de Aplicação da UFRJ. En 1992, j’ai suivi un cours de collage, quand j’ai été éleve de Monica Barki. Dès 1991 jusqu’aujourd’h ui, à propos de cet art , j’ai dejà réalisé six expositions individuelles et trois collectives . J’ai exposé deux fois aux galeries du SESC, à Friburgo et à Tijuca.
Origam i j’appris à faire avec les programmes enfantins, que j’ai assiste à la télévision. J’ai amélioré ma technique comme autodidacte et au cours que j’ai suivi au Centre d’Artes Calouste Gulbenkian, em 1999, dont le professeur a été Mirian Nigri, membre du grupe Origami Rio. À ce même année, j’ai participé d’une exposition collective, où j’ai exposé mes origamis.
Le Tablado m’a enseigné à ëtre acteur, grâce aux trois cours que j’ai suivi dans cette institution, em 1985 et 1986: improvisation, interprétation et expression corporellle. Le professeur d’improvisation à été Ricardo Kosowski. À l’année de 1995, j’ai été membre du grupo Fazendo Arte, travaillant comme chanteur au choral et avec le théâtre enfantin, comme acteur et faisant les scénarios.
L’o bjectif de mon projet d’enquête a été démontrer les différentes relations entre les fous et les mythes, dans la fiction brésilienne. Je l’ai realisé entre 1990 et 1991. Je suis financé par le CNPq et orienté par le professeur-doct eur Wellington de Almeida Santos.
Intégr ant les arts, les uns aux autres, j’ai déjà realisé: deux expositions de poèmes et collages; une oficine par suggérer aux professeurs técniques d’interaction entre Litterature et Arts Plastiques.; huit performances, alliant Poésie, Théâtre et Arts Plastiques, une d’entre elles au théâtre Vila Lobos.
Em octobre 2000 j’a participé de la pièce “Os Gregos”, crée par la Companhia de Teatro Medieval. J’ai actué improvisant avec l’actrice Márcia Frederico, par qui j’ai été choisi pour avoir répondu correctement ses demandes sur les mythes grecs.
En 1995 j’ai lu le livre “Tarô Mitológico”, que m’a aidé à commencer ma carrière de tarologue. Dès le commencement, j’ai fait un grand succse, parce que je me suis revélé très habile en donner des conseiiles pratiques, utiles a résoudre les problèmes de mes clients et en faire prévisitions, qui ont été vraiment realisées.
À l’année 2000 j’ai realisé deux songes, que j’ai déjà eu longtemps. Le premier a été le lancement de “Coração Coringa”, mon premier livre de poésies, où les phases de la lune symbolisent beaucoup d’étapes et plusieurs types de relations amoureuses. À ce livre, je m’ai dédié pendant dix ans, m’ocupant de tous les détails: écrire les poèmes, créer les illustrations, faire la révision, le relier, le vendre. Ce livre a été mon second grand succès, comprové par la vente de beaucoup d’exemplaires.

Le second rêve que j’ai realisé, l’anné 2000, a été la création de “Poesia Energética” mon premier site pour l’internet . Dans ce site, je presente la proposition de la totalité de mon oeuvre poétique, qui est la d’englober tous les aspects de la conduite humaine. Les poèmes sont classifiés par catégories, symbolisées par les quatre éléments et illustrés para mes collages, inspirés sur le Taro.
Depuis 1999, quand je m’ai decidé concentrer toutes mes énergies et tous mes talents dans une seule série de libres, je me lui dédie. Mon objectif est prouver à tous que, dans chaque personne, existent les moyens pour réussir à améliorer la qualité de vie. Et ce sont faciles à découvrir, à partir d’un chose simple et accessible à tous: les proverbes brésiliens. Ça est possible parce que ces proverbes possèdent les mêmes symboles que le taro, par exemple: la Voiture, la Lune et le Monde. À la version en français de ce série, que je suis en train de traduir du portugais, j’ai donné le titre de “Taro Brésil.
J’ai choisi Mauro Valente pour être mon nom artistique, parce que c’est le que mieux me caractérise, dans trajectoire de vie. Dans ma constante lute pour exercer mes droits, comme citoyen; pour réaliser me rêves, comme artiste; pour superer mes limites, comme être humain.
Mes blogs favoris
Aucun blog favori enregistré.
Mes catégories
Contactez-moi
Mail :
Tribune libre
jrdwnoca : 15jogas
Trafic
Noter ce blog :
1 5
423 connectés
3580 visiteurs
Ce blog est classé 538ème
Score de ce blog : 3,67
Agrégateurs RSS
bloglines
google
netvibes
newsburst
newsgator
pluck
yahoo
Publié le 20/05/2008
Par Mauro Valente

1) .....................................................    (23/11/1987)  

Queria falar de estrelas.

Queria morrê-las todas.

Queria enforcá-las

no fio das minhas liras.

Então elas suicidar-me-iam

com seus raios abstrusos.

Só assim escreveria

o texto dos meus sonhos.

Título:

A NOITE DAS ESTRELAS MORTAS

O fosco corpo

morto das estrelas

mora na noite morna.

Os astrófilos todos

ficam atônitos.

Os fogos fátuos

nos olhos

do negro gato.

Seu brilho,

meu fascínio.

As almas

das estrelas

se amam.

Armam um ovo.

O ovo explode !

E entre fulgurâncias

harmônicas,

nasce a maravilhosa

Borboleta Cósmica !

2) A BALEIA MIRA-SE NO SOL  


A Baleia mira-se no Sol...

Vislumbra suas vísceras...

"Como são esmeraldinas...”

A Baleia no Espelho...

Irmã Gêmea de Vênus...

A Baleia contempla-se....

A Baleia é uma Deusa

e seu próprio templo...

3) A CABEÇA DA DEUSA 


A deusa cometeu o crime

De se apaixonar

Por um mortal

E para pagar

Por tal amor

Ela foi condenada

A perder sua cabeça

A cabeça do corpo

Foi separada

A cabeça pagou pelo crime

Que o corpo praticou

Eu fui cúmplice

Desse crime

Pois foi a mim

Que ela amou

Eu um simples mortal

Ela uma deusa qualquer

Seu mal

Foi querer

Ser minha mulher

A cabeça da deusa

Desceu o morro

Rolou pela cidade

Pela rua onde moro

Os olhos da deusa

Miraram-me frios

Desses mesmo olhos antes

De amor corriam rios

A boca da deusa me falou

Da imensa agonia

Dos lugares onde passou

A mesma boca que um dia

Em meus ouvidos sussurrou

Palavras de amor

A cabeça da deusa rolou

Por ruas, ruelas

Vilas, favelas

Nunca mais eu e ela

Percorri vários caminhos

Inveredei por mares de espinhos

A cabeça não é mais

De osso e carne

Nem de dor e desejo

A cabeça agora

É de mármore

É um dura lápide

Que não mais reage

Aos meus beijos

A cabeça da deusa

Atravessou países

Voltou às suas raízes

Já teve vários matizes

Agora é branca

Como a cera

Nela a apatia impera

Soube que acabou

Numa parede

O que eu não sabia

E que eu a encontraria

Na Casa da Poesia

4) A CADÊNCIA DA DECADÊNCIA (23/01/1987)


Quando as pedras

estão acesas,

perdem todas

as suas defesas.

Então, os castelos

ficam vulneráveis

e as Esfinges

são mais suaves.

Quando os Mitos

estão dormindo,

todos sabem

que se abrem

as portas do firmamento,

soltando as Estrelas.

E, quando se pode vê-las

mais de perto,

nota-se que muitas

foram mutiladas

pelas divinas espadas,

embebidas em cicuta.

Quando todas as teorias

caem por terra,

o Grande Sábio erra

pelas estrebarias

à procura do lugar

certo para se alojar,

ao lado dos bestiais

seres, seus iguais.

Quando termina o Sabá,

se recolhe Satanás

ao Inferno da Inquisição,

criado pelos padres cristãos.

As bruxas

viram corujas

e se escondem,

até segundo ordem.

Quando a Lua se suicida.

Quando as Mandalas se apagam.

Os opostos se afastam.

A Morte é melhor que a Vida.

5) A CAPA DA MOÇA (26/11/1985)

Não insista

em querer saber

quem é a moça

de fita na vista,

na capa da revista.

Seu moço,

Não adianta

fazer alvoroço.

A moça te fita.

Os cabelos

caindo em ondas

até o chão.

A fita de veludo

sobre a áurea cachoeira

enfeita e conquista.

Os belos lábios rubros,

fechados palácios,

escondem, plácidos,

o tapete escarlate

e os lustres de cristal.

Pescoço comprido,

pilar comprimido,

indecente,

sustenta o palacete.

Fina capa de seda

encapa e revela

o tesouro do olhar

embebido em madrepérola.

6) A CASA DE EUS (05/08/1987)

Naquela não morávamos nós.

Naquela casa moravam eus.

7) A ESTRELA E O FIDALGO (06/10/1984)
 

Amanhã não serei nada.

Hoje talvez seja algo.

Uma espada de um fidalgo,

ou uma estrela na madrugada.

Se entre corpos mortos cavalgo,

sou fidalgo de capa e espada.

Se só há vida em minha estrada,

sou estrela e pelo céu vago.

Se trago notícias do nada

e no nada nasço e me estrago,

sou estrela perdida na manhã raiada.

Mas se novas da vida trago,

e se a vida é minha boa fada,

moro em castelos e sou fidalgo.

8) A EXCELSA LUA EXALA 13/03/1988   

A excelsa Lua exala

Seu Hálito, sua Essência.

O Poeta exalta

A Aura, a Refulgência

Que a Lua lhe ofereceu,

Com Cantos de rara beleza,

Superando assim Orfeu.

É áurea a Aura do Poeta,

Obra-Prima de Ourives,

Filha das quatro Matrizes

Esculpidas na Pedra

- Maciça Alma Lunar -

Pelo Vento Solar.

É mutante o Canto do Poeta.

Ora adora Apolo, ora o desafia.

Ora apura a lira, ora a desfia.

Ora é o Cristo, ora é a Besta.

Obscuro era o Poeta.

Antes da Aura

Ulcerar seus hábitos,

Antes do Hálito

Deixá-lo apto

A se manifestar.

9) A IDÉIA DE MEDEIA
 

Conheço teus versos, Medéia !

Conheço tua intenção !

Fazer uma tragédia

plena de Paixão !


Faço de teu sacrifício

minha obsessão !

Remédio pro meu vício

de sofrer em vão !


Nossa crise, nosso precipício,

nossa vertigem, início

de nossa comunhão !


Anjos ? Nem pensar !

Nosso Paraíso Lunar

É todo feito de Tentação !

10) A IRA IRÁ VENCER (22/10/1987)
 

Preso em retângulo verde

por uma Vontade

divina, sem piedade.

Fui feito oco,

para preencher

duas horas de ácido.

Já nasci gago

e meio aleijado

por absoluto descuido.

Graças a uma falha

de mira

escapei do lixo.

Como um ser

tão insensível,

tão egoista,

pode merecer

ser chamado

Poeta ?

11) A LATA DO LUTO (02/06/1994) 

No ventre

o fruto indesejado.

Na mente

o lavrador odiado.

Na bagagem

muito amor enlatado.

Na passagem

a garantia de chegar

ao lugar errado.

A pele da Terra

é um enferrujado

luto fechado

feito de ácida

mágoa coagulada.

Quando a Terra anda,

é o enterro

cadenciado

do feto embalsamado

pelas lágrimas de veneno

escondidas dentro

de sua esquisita

armadura de chita.

12) À LUA, NOSSA MÃE (30/12/1987)

Ela deu um grito

pleno de sangue

e nos pariu a todos.

Nós, seres tão diferentes

como grãos de areia,

só iguais na aparência.

Ela cantou encantamentos

plenos de chama viva

e ardemos em seu ventre.

Conhecemos a Luz

graças ao grito

e ao canto.

Seu pranto,

chuva diamantina,

nos ilumina,

nos anima.

Conhecemos a Vida

graças ao pranto,

ao grito

e ao canto.

Ela nos alimentou

com sua sabedoria,

o melhor alimento

para os destinados

à Luz do Dia.

Nós, sábios incultos

perante a grandeza

dos Mundos.

13) A MAGIA DA HARMONIA

Às estrelas ensina

a fazer harmonias,

a criar energias,

a saber brilhar.


Magia da Primavera,

mesmo no Inverno

ilumina as cavernas

com suas pétalas.


Ensina que os limites

não são espinhos, são faróis

para fazer-nos humildes.


Ignezita enfeitiça

com aroma e melodia.

É a Sacerdotisa da Sinfonia.

14) A MAGIA DO AMOR
 

A Saudade

é uma Fada...

Sua Magia

faz brotar,

na paisagem

do meu quadro

o Lago Mágico

iluminado

pela tua presença

meu Amor...

Mergulho no quadro...

Dançamos no aroma

das pétalas das Estrelas..

Nossa Dança

faz o Fantasma

da Solidão

virar o Anjo

do Coração...

15) A MISÉRIA DE ANDRÉIA (28/08/1990)

Tens o porte da Miséria,

soberba Andréia.

Ainda mais se te falam

pirotecnias políticas.

Tens o corte da Miséria,

sublime Andréia.

Ainda mais se te olham

caridosas ojerizas.

Tens a sorte da Miséria,

soberana Andréia.

Ainda mais se te exterminam

heróicas polícias.

16) A NOITE SUBLIME (26/05/1992) 

A noite sublime

suprime o monte.

Cristo

mergulha no Rio

Com braços

olhos abertos.

Revela

que as favelas

são as velas

que levam

os maiores tesouros

ao Rio.

Revela

que as favelas

são as velas

mais consumidas

para dar brilho

ao Rio.

Revela

que as favelas

são as fivelas

os elos

que formam

a água-corrente

do Rio.

17) A PÉROLA CINTILA (07/08/1994) 

A pérola cintila,

estrela entre

seios de pedra.

A pérola penetra

na alma concreta,

projeta sua magia.

A pedra se entrega,

à pérola se integra.

A montanha vira ostra.

A alma de pedra

se regenera.

Destrói

a crosta megera.

A alma da montanha

vira estrela,

a pedra vira pele.

A montanha chora,

jorra lágrimas

e leite.

Presente

para a pérola.

A princesa liberta

da maldição

de ser pedra,

ata-se agora,

por amor,

à água-corrente,

lar onde

a pérola mora.

18) A PONTE E SUA OPONENTE (09/09/1988)

A Olavo Bilac


Como era bela esta ponte.

Que harmonia nas linhas.

Para casa ou para a fonte,

da alvorada ao poente,

iam e vinham raparigas.

Ainda me alegram as canções

que elas entoam

em minha memória.

Alojou-se na ponte

uma mulher chamada Hortência.

Pobre de dinheiro e de carnes.

Pobre de horizontes na vida.

Pobre sim, pobre de espírito.

Fingia estar ferida

para assaltar os ricos.

Inocentes... apiedam-se...

Ficam com a bolsa

e a alma leves.

Hortência era uma flor

feita apenas de espinhos.

Nesta estrada, neste horizonte,

que desalinho faz uma Hortência.

Como ainda é bela esta ponte,

mas como a afeia a pobreza.


19) A QUIMERA JÁ ERA (25/09/1984)

Era uma vez dez reis

que maltratavam um povo.

Que o agouravam mais que um corvo

e quase o dizimaram de vez.


Era uma vez uma quimera

que habitava naquela população.

Que lutava, mesmo em vão,

para se livrar das feras.


Um dia o milagre se fez,

o povo pôde cantar de novo,

celebrando a derrota dos reis.


Depois de tanta espera

o povo, agora forte e são,

realizou sua quimera.

20) A ROTINA E A CIRANDA (23/10/1993)

Eu levo a vida lucrando.

Rala aqui, rala ali, a ralé.

Por isto estou sempre feliz.

Ralar ? Eu jamais quis.

Meu capital gira depressa,

e nessa financeira ciranda

brincando eu vou.

Cantando o refrão tão feliz

que diz:

Rala aqui, rala ali, a ralé.

Por isso, eternamente

feliz eu serei.

Ralem por mim.

Ralem por mim.

Ralar, eu ?

Eu jamais ralarei.

21) A SERPENTE ME ESPREITA (07/05/1987)

A serpente me espreita

por uma fresta.

Sem a menor suspeita

de que a espero

com ansiedade.

Lá vem a venenosa seta

iluminar-me.

Cravar-se em minha mente.

Cravejar-me a mente

de idéias brilhantes.

A Rainha

das Borboletas de Prata

empresta-me suas asas.

Vou voando

para o Lago Encantado,

fonte de toda a Poesia.

Minh’alma

mergulha no lago

e logo

todos os diamantes

se acendem

em estado de graça.

Faço do leito do lago

meu líquido templo

e contemplo

o Ídolo Supremo,

a Deusa da Noite

esculpida

nas águas cristalinas

e a evoco

com místicas preces.

A Deusa radiante desce

até o alcance

das minhas mãos.

Agarro-me

nas mãos da Lua

e viajo

por todos os Cosmos,

numa viagem

sem sonhos.

Passados todos

os astros conhecidos,

chego à Constelação

do Gato Preto,

Criador dos Universos,

para pedir-lhe Energias

para ultrapassar meus limites,

para ir além

de meu próprio Zênite.

22) A TORMENTA DO INSTRUMENTO (21/12/1986)

Não mereço

um fiapo

de misericórdia ?

Eu que trago,

atado ao pescoço,

com pesadas correntes,

todo o peso

dos crimes humanos ?

Não mereço

uma gota

de compreensão ?

Eu que engoli

a seco

inúmeras injúrias,

tantas que nem Deus

seria capaz

de engolir ?

Não merece,

por ser um

mero instrumento.

Serve apenas

para ser cumprida

a profecia escrita,

há dez mil anos-luz,

por mim.

Que profecia ?

Quem é você ?

Por que fui

eu

o escolhido ?

Você faz

perguntas demais

para um mero

instrumento.

Sei que não deveria,

mas vou dar-lhe

um aviso.

Esta noite,

quando a Lua piscar

três vezes,

espere

pelo inesperado.


23) ABANDONADO (06/05/1987) 

Você de mim partiu

sem sequer dizer adeus,

mas não sumiu

dos sonhos meus.

Você não ouviu

os meu líricos apelos.

Você não viu

meus versos vermelhos.

Você feriu

meu feroz coração.

Você me abandonou.

Você sumiu

com a minha razão.

E sem saber me matou.

Aucun commentaire
Ajouter un commentaire