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Mon bloc perso.
TRAJECTOIRE DE MAURO VALENTE

Je suis né à l’année de 1967, à la ville de Rio de Janeiro, quand j’ai reçu le nom de Mauro Brito da Silva.
En 1991, j’ai reçu le diplôme de la Faculdade de Letras da UFRJ, référent au cours de Portugais-Litté ratures.
Je m’exprime à travers de plusieurs arts: Littérature, Arts Plastiques, Danse e Thêatre. J’utilize tout le pouvoir des symboles et des mythes pour intégrer, dans mes oeuvres, les divers aspects de l’être humain et aussi les arts les uns avec les autres.
J’ai commencé à écrire poésies à cause d’ inspirations subites. Aux cours d’oficine littéraire, j’ai appris à mieux contrôler le processus criatif. Mes poèmes ont été déjà exposés et publiés, à cause de recompenses que j’ai reçu et de ma propre initiave.
J’ai presenté mes essais littéraires deux fois, pour être invité. Une fois pendant un congrès organisé par la Faculté de Lettres de la UFRJ.
J’ai appris à faire collages en 1982, au Colégio de Aplicação da UFRJ. En 1992, j’ai suivi un cours de collage, quand j’ai été éleve de Monica Barki. Dès 1991 jusqu’aujourd’h ui, à propos de cet art , j’ai dejà réalisé six expositions individuelles et trois collectives . J’ai exposé deux fois aux galeries du SESC, à Friburgo et à Tijuca.
Origam i j’appris à faire avec les programmes enfantins, que j’ai assiste à la télévision. J’ai amélioré ma technique comme autodidacte et au cours que j’ai suivi au Centre d’Artes Calouste Gulbenkian, em 1999, dont le professeur a été Mirian Nigri, membre du grupe Origami Rio. À ce même année, j’ai participé d’une exposition collective, où j’ai exposé mes origamis.
Le Tablado m’a enseigné à ëtre acteur, grâce aux trois cours que j’ai suivi dans cette institution, em 1985 et 1986: improvisation, interprétation et expression corporellle. Le professeur d’improvisation à été Ricardo Kosowski. À l’année de 1995, j’ai été membre du grupo Fazendo Arte, travaillant comme chanteur au choral et avec le théâtre enfantin, comme acteur et faisant les scénarios.
L’o bjectif de mon projet d’enquête a été démontrer les différentes relations entre les fous et les mythes, dans la fiction brésilienne. Je l’ai realisé entre 1990 et 1991. Je suis financé par le CNPq et orienté par le professeur-doct eur Wellington de Almeida Santos.
Intégr ant les arts, les uns aux autres, j’ai déjà realisé: deux expositions de poèmes et collages; une oficine par suggérer aux professeurs técniques d’interaction entre Litterature et Arts Plastiques.; huit performances, alliant Poésie, Théâtre et Arts Plastiques, une d’entre elles au théâtre Vila Lobos.
Em octobre 2000 j’a participé de la pièce “Os Gregos”, crée par la Companhia de Teatro Medieval. J’ai actué improvisant avec l’actrice Márcia Frederico, par qui j’ai été choisi pour avoir répondu correctement ses demandes sur les mythes grecs.
En 1995 j’ai lu le livre “Tarô Mitológico”, que m’a aidé à commencer ma carrière de tarologue. Dès le commencement, j’ai fait un grand succse, parce que je me suis revélé très habile en donner des conseiiles pratiques, utiles a résoudre les problèmes de mes clients et en faire prévisitions, qui ont été vraiment realisées.
À l’année 2000 j’ai realisé deux songes, que j’ai déjà eu longtemps. Le premier a été le lancement de “Coração Coringa”, mon premier livre de poésies, où les phases de la lune symbolisent beaucoup d’étapes et plusieurs types de relations amoureuses. À ce livre, je m’ai dédié pendant dix ans, m’ocupant de tous les détails: écrire les poèmes, créer les illustrations, faire la révision, le relier, le vendre. Ce livre a été mon second grand succès, comprové par la vente de beaucoup d’exemplaires.

Le second rêve que j’ai realisé, l’anné 2000, a été la création de “Poesia Energética” mon premier site pour l’internet . Dans ce site, je presente la proposition de la totalité de mon oeuvre poétique, qui est la d’englober tous les aspects de la conduite humaine. Les poèmes sont classifiés par catégories, symbolisées par les quatre éléments et illustrés para mes collages, inspirés sur le Taro.
Depuis 1999, quand je m’ai decidé concentrer toutes mes énergies et tous mes talents dans une seule série de libres, je me lui dédie. Mon objectif est prouver à tous que, dans chaque personne, existent les moyens pour réussir à améliorer la qualité de vie. Et ce sont faciles à découvrir, à partir d’un chose simple et accessible à tous: les proverbes brésiliens. Ça est possible parce que ces proverbes possèdent les mêmes symboles que le taro, par exemple: la Voiture, la Lune et le Monde. À la version en français de ce série, que je suis en train de traduir du portugais, j’ai donné le titre de “Taro Brésil.
J’ai choisi Mauro Valente pour être mon nom artistique, parce que c’est le que mieux me caractérise, dans trajectoire de vie. Dans ma constante lute pour exercer mes droits, comme citoyen; pour réaliser me rêves, comme artiste; pour superer mes limites, comme être humain.
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Publié le 12/06/2008
Par Mauro Valente

1) RUÍNA NACIONAL (04/12/1988) 

Ouviram do Ipiranga

As margens flácidas,

De um povo irado

O brado retumbante,

Pois do céu

Da idolatrada pátria

Foi roubado

O sol da liberdade

Neste instante.

Porém o pendão da desigualdade

Conseguiram em nós plantar

Com braço forte

Em nosso peito,

ó liberdade.

Contra o fado cruel

Ninguém mais pode.

À Pátria amada,

Espoliada,

Salvem, salvem.

Brasil, país imenso, solo riquíssimo.

Na miséria o povo ainda padece.

E o brasileiro ouro, risonho e límpido,

Em estrangeiros cofres resplandece.

Gigante, onde está a tua grandeza ?

Onde o sol do nossos povo ?

Quando poderemos cantar-te

Erguida a cabeça,

O Hino Nacional de novo ?

Terra roubada

Por outras mil

És tu, Brasil,

O Pátria desarmada.

Se o pendão da escravidão,

Conseguiram em nós plantar

Com braço forte.

Em teu seio, ó ser vil,

Renascerá a liberdade

Mesmo adubada

Pelo sangue da ignorância.

2) SER MÃE (1ª VERSÃO)  

Ser Mãe

É ter a sutileza

Das asas do Sonho.

Ser Mãe

É ter o aroma ambíguo

Da Poesia em Flor.

Ser Mãe

É ter a firmeza

Das pedras do Amor.

Ser Mãe

É ter o ritmo

O pêndulo íntimo

Das ondas da Vida.

Ser Mãe

É saber não afogar

Seus filhos

Com afagos

Mesmo sendo

Mar do Amor.

Ser Mãe

É ser

acima de tudo

Mulher.


3) SONHO VIAJANTE  

Por onde andou meu sonho,

A memória me foge.

Terras estranhas por certo viu.

Onde coisas fantásticas acontecem.

Como estrelas que estremecem

Só de ver o fausto

Com que a Lua se veste.

Onde serpentes se arrependem

Das mortes que causaram.

Onde Amazonas se casaram

Com Faunos

Que há anos persegues.

Onde não podem morar

Máscaras de nenhuma espécie.

Onde cada um aparece

Como realmente é.

Onde as auroras são claras.

O caminho de volta

Quase de mim se esquece,

Ao ver como fosforece

A Rainha Profana,

A mulher sagrada

Chamada Cleópatra.

Finda a aventura,

Ao lar que vazio

Viu ficar.

Meu sonho retorna.

Ao retornar,

Acrescenta ao que havia

Mais do que poderiam

Juntas criar

Loucura e Magia.

4) SUBVERSÃO (24/10/1999)     

Em meio à via

Havia uma lápide

A se depilar.

Uma lápide

A se depilar

Em meio à via

Havia.

Este evento

É vento,

As Retinas

Retintas

De rotina

Altera,

Alerta.

Jamais

Me olvidarei

Deste vento,

Evento singular.

Perante

A lápide

A se depilar,

Em meio à via

Havia eu.

Eu a via.

Eu,

A via.


5) TUPÃ (05/05/1990)  

Tupã,

Meu bem-amado,

Tua flecha incandescente

Fecunda minhas palavras.

Áridas escravas

Dos dicionários

Tornam-se mágicas,

Grávidas de Poesia.

6) À BEIRA DO VAZIO (08/12/1987)    

À beira do vazio

Um casal conversa.

Vazia conversa

Numa tarde toda tecida

Com macios fios de nada.


7) A BRUXA FADA (04/04/1988)  

Minha bruxa encantada

Por ti fui encontrado

No meio da selva de pedra.

Minha bruxa-fada

Anula minhas perdas.

Me livra da farda

Anula meu fardo.

Arranca minhas pedras.

Minha bruxa encantada,

Os gnomos, os duendes,

As salamandras, as serpentes,

Te acompanham.

Me deixa beber

Do elixir

Da tua alegria,

Para existir

Na minha vida

A magia

De ser feliz.

Me deixa habitar

Os teus sonhos,

Para visitar

Os recantos

Encantados

Dos contos

De fadas.

Minha bruxa enluarada,

A Mãe Terra,

A Mãe d’Água

Te geraram.

Meus segredos, meus mistérios,

Tu desvendas

Com um apenas

De teus versos.

Coloriste minha vida

Com a brisa

Dos teus olhos

E o cinza

E seu reinado

Hoje hiberna

Nas cavernas

do passado.

Mihha bruxa,

Teu ar de fada

Vem da Lua,

Vem da tua

Natureza

De ser ente

Que enxerga

Nas serpentes

A beleza

Que há

Nas sementes,

Nas ervas.

   

8) A TORTURA DA POESIA (27/07/1988)  


A Poesia me captura

Com seus vesgos

Olhos de visgo.

A Poesia me tortura,

Torce minhas veias.

Explora meus infernos.

Vertido para o vértice,

Ápice de dois desejos,

Onde me vejo

Múltiplo.

Múltiplas fontes

Para preencher

O infinito-escasso.

Espaço aveludado

Da página.

9) ABRI MEU BAÚ (29/03/1987) 

Abri meu baú

Tirei coisa por coisa

Que no fundo havia

E dei à luz

à luz do dia.

Um livro de Cabala

Com meu rosto

Na capa

Cabelos em ouro

Olhos em estrela.

Um par de chifres

Feito em

Pedra da Lua.

10) ABRISMO (18/07/1986) 

À beira do abismo

Me lembro

Do bacilo do facismo

Se alastrando

Pelo mundo civilizado.

O abismo

E sua milenar

Sombra oracular

Miram-me pela

Ocular bola

De coral

Da Cabala.

O abismo

Me convida

A delsizar

E escapar

Com vida

do labirinto

de meus

desejos

insaciados.

Do abismo.

A garganta

É arisca.

Árdua a descida.

Quem ousa

E se arrisca

Pode se considerar

Herói consagrado

E santo canonizado.

O abismo

É traiçoeiro.

Enrola

Em sua teia

O mais experiente

Alpioneiro.

No abismo

É certa a morte

E sem ressurreição.

Já foi usada

Como mote

Por poetas

Ancestrais

De nossos

Ancestrais.

11) ALGOZ AUDAZ (18/05/1986)

Tudo que faço

Te deixa com um pé atrás

Me vences pelo cansaço.

Me convences com tua fala falaz.

Tu escolhes

A quem devo amar.

Você me encolhe.

Isso não me apraz.

Tudo bem, tanto faz.

Mas deixa

Minhas madeixas

Em paz.

Minha moda tu fazes.

Me incomodas, me fazes mal.

Tu me queres normal.

Prendes meu navio no cais.

Ès meu Rei e teu arauto.

Queres me afogar com um rato.

És meu algoz mais eficaz.

Traças a linha

E me ensinas

A andar

Apenas nela.

Se te desafio

Me defenestras.

Isso não se faz.

Tudo bem, tanto faz.

Mas deixa

Minhas madeixas

Em paz.

12)
AMOROSA ESTRELA (24/09/1984)   

Uma mulher caminhando por um campo azul, encontra uma borboleta, toca nela e voa. Voa até bem alto e depois desce fazendo piruetas. Pousa, caminha entre as árvores, lentamente. Ouve trombetas. Muitas pessoas se aproximam. Por entre elas vem dançando príncipe. Eles se encontram e dançam felizes. De repente, o príncipe sai correndo, a mulher o persegue. Cada vez mais rápida é a perseguição. Eles param e se abraçam. Ele a leva pela mão. Chegam ao castelo do príncipe. A mulher deslumbra-se. Entram. O príncipe a apresenta a seus criados. Súbito, sai correndo. Nova perseguição. Mulher pergunta aos criados se o viram, eles mentem e negam tê-lo visto. Ela sai do castelo. Dança pelo bosque, de quando em quando pára e olha dentro dos arbustos e atrás das árvores. Se alegra, pensa que tudo não passa de uma brincadeira, para acender e ascender a sua paixão. Ouve trombetas. É o príncipe que se aproxima com seu séquito. Mulher sorri para ele. Este passa e aprece ignorar sua presença. Ela vai atrás. Embrenha-se, desesperada, pelo meio da floresta, cada mais depressa. Não descobre onde está o príncipe, porém descore-se vestida de princesa.Segue o séquito, ouve sinos. Pessoas passam vestidas de amarelo, dançando. Lentamente, o séquito a abandona e segue os sinos. Ela corre até ao castelo. Revira tudo, procurando por ele. O encontra em um dos mil quartos, estirado no chão. Atordoada, tenta reanimá-lo. Tenta ouvir o coração, porém este também não lhe diz nada. Percebe que está morto. Serena, vai até à janela. Colhe as borboletas que vicejam ao redor do castelo. Planta as borboletas no coração do príncipe. Deita-se ao seu lado, na cama, o envolve com seu corpo e beija sua boca. As almas de ambos saem, voando e dançando, pelo salão. As almas brilham cada vez até serem uma só estrela,. A Amorosa Estrela sai pela janela. A Amorosa Estrela dança eterna pelo infinito espaço-tempo.

13) ANALORGIAS (29/06/1986)  

Nossa cópula

É uma peça

Em três atos.

Nosso diálogo

É o roteiro

De teatro-absurdo.

Nosso caso

É uma cena

De cinema mudo.

Os rótulos

Jogamos pro alto

Pelas rótulas

Do auto.

Nossa libido

É nossa química

Sublimação.

Nosso olhar

É o melhor

Catalisador que há.

Nosso orgasmo

É um complexo

Ativado.

Você nada de créu,

Eu nado de costas.

Eu sou o Anjo Mau.

Eu sou Gal Costa.

Nossas carícias

São pincéis de luz

Pintando nossas imagens

No infinito.

Nosso calor

É clorofila,

Traduz em cósmica energia

Nossos corpos materiais.

Nosso humor

É húmus.

Nosso alimento

Para o amor.

Você me à vista.

Eu te a prazo.

Nossas canção

É cadeira cativa

Para a peleja:

Bem X Mal.

Nossa cor

É um rock

Rolando arte de cor.

Nosso quarto

É quartzo

É quark

É um foco

De tetos-fátuos

Buracos negros

In lôco.

Eu te conquisto,

Você me com testa.

14) ÁRVORE VITAL E LETAL (23/02/1986) 

Os rijos troncos rubros.

È como se o sangue da Terra

Jorrasse, transbordando

Das veias

E coagula-se em pleno ar.

Nos ramos se entrelaçam

Serpentes tecendo

Teias verdes

cobrindo o ar

de paradisíaca renda.

Entre as árvores de sangue

Ainda pode-se ouvir

O cantar das serpentes,

Atraindo os artistas.

São vampiras, inspiram

Destilam rimas

Para alimentar

A Terra

De Energia.

Os ovos

Das vampiras verdes

São dourados,

Esféricos e macios.

São sóis

Jogando no solo

Para ferir

A Terra

E fazer nascer

Novas serpentes.

15) AS FOLHAS (14/02/1987)  

As folhas

Dão sombra

Pra rolha

Na dobra

Do galho

Todo torto

Pelos anos

Ao sol

O sol

Se espalha

Nas muralhas

E só

tão só

tão fraco

tão simples

o nó

da gravata

na armada

da fragata

a naufragada

se agarra

ao tronco

que ronco

do mar

pelo ar

se vai

o cais

é mais

que um soldado

todo fardado

dos pés

à cabeça

me esqueça

fui !

16) BROTA DO CHÃO


Brota do chão

Do meu apartamento

Fazendo um estrondo

Tremendo, hediondo

Uma montanha de gelo,

Tendo por dentro

Uma árvore de aroma

E insenso perfume.

Que emoção !

De mil em anos

Meu admirador secreto

Me envia um presente.

Que surpresa !

É sempre o mesmo !

17) CARRO CARLOS (14/11/1997)    


Carlos,

carretel

Acarreta

Liberta as mentes

Ao tecer

Nas retinas

A teia

Da sabedoria

Terna lanterna

Ilumina

Os íntimos

tímidos

Labirintos

Da História.

Sua magia

De maestro

Convida

Ao passeio

Pela melodia

Da vida.

Sintoniza

Nossas energias

De Noel,

O Aquiles

De Vila Isabel.

18) CAVERNAS DE GELO (21/02/1987)     


Cavernas de gelo

Casernas com trigo

Artigos de inverno

Cadernos vermelhos

Jasmins no jazigo

Espinhos em espelhos

Cinco alegros

Cachimbos pretos

Alheios ao limbo

Arreios ou estribos

Acho a estribeira

Almejo carinhos

Encarno velhos marinhos

Ali no fim da linha

Sublima-se o linho.

Em perfeito desalinho.

Me desafio

Me desfio.

19) CÉLULA = CIDADE (20/05/1985)


Existem mais relações entre a vaidade celular e vida urbana do que pode supor nossa vã Biologia.


Membrana citoplasmática = Fronteiras entre cidades:

Limite entre a célula e o mundo exterior. Por vezes várias células estão tão unidas, que é impossível diferenciar as membranas umas das outras. Com as cidades acontece a mesma coisa.


Núcleo celular = Centro da cidade.

Às vezes, os núcleos vão para a periferia. Acontece no corpo humano (megacélulas) e nos EUA (megalópoles). Em abos os casos não é muito recomendável passar pelo centro em nenhum hora do dia.


Citoplasma = Perímetro urbano


Movimentos citoplasmáticos = Ônibus

Há muitas voltas desnecessárias. Nem Deus sabe quando chegarão ao seu destino.


Retículos endoplasmáticos = Metrô

Transporte rápido, seguro e eficiente.


Complexo de Golgi = Porto

As proteínas são devidamente empacotadas e embarcadas. Vão para outras células ou tecidos. Assim como dos portos as mercadorias vão para outras cidades, ou estados ou países.


Mitocôndria = Usina Hidrelétrica.

20) CHUVA FAZ TROVA (07/08/1998) 

A chuva enferruja

O tráfego

Encolhe

Ruas

E

Pessoas.

21) CINE SAUDADE (23/07/1998)

Saudade faz

Dos meus olhos

Um cinema.

Cada cena

Se multiplica

Nas telas

Das lágrimas.

22) CINE SOLIDÃO   

És a estrela

Dos filme que

Nas telas

Das lágrimas

Do Cine Solidão.

23) COME(N)TA (11/01/1998)

a gente comenta

a meta

do cometa

de mental

metal.

24) CORAL DE PIANOS (25/05/1988)     

Coral de pianos...

Círios cândidos...

Lírios-anjos..

Nasci...

Gastei

Meu dia

Caçando pianos.

Pianos não havia.

Havia uma cigana

A minha espera.

Levou-me levitando

Nos lírios do hábito

Ao país sacrossanto

Onde lei

Dos Sábios Arcanos

Impera.

25) DELÍRIOS POÉTICOS SEM MALDADE (30/09/1987)


Rever Walkiria

Euforia suprema

Eterno dia

Em meu ecossistema

Walkirísima

Bebida ilícita

Inspira Iansã

E ao águia igniza-se

Rever Walkiria

Nesta foto Kirlian

Recria

A Alquimia

Wlakimística

Cientista onírica

Mefista

Manifesta

Walkiria

Não gostarias

De ser a minha

Vampira ?

26) DISPERSÃO (20/02/1986)    


Afiada faca

Afaga formas perfeitas

Fere fundo

Efetua famosos feitos

Defunteia facínoras

Defende indefesas fadas

Ceifa café

Freqüenta festas famosas

Fomenta hafalgesias

Grinha falsos hierofantes

Afidalga mafiosos

Satisfaz famintos antropófagos

Sacia vampiresca sede sangunária

Faz cafrices

Roufenhas barisferas afina

Afia ninfas

Linfas ofitas oficializa

Azafama fatigados

Transfigura feias faces

Sacrifica feras

Aflige janicéfalos falazes

Favorece Morfeu

Com os favos

Que come

De Orfeu

27) DOM QUEIXOTE (14/08/1997)   

Por tanto amor,

Tanta obsessão,

Minha vida

Fez-se em sina.

Por fora

Ou pelo avesso

Já me desconheço

Eu, caçador

de moinho ?

Preso a poemas,

A eternas lendas

Que não falam

De mim.

Dessa tal...

Dulcinéia...

E eu,

Caçador de moinho ?

Lá no fundo

De mim

Achei, enfim

A Fada Sininho.

Louco ? Jamais.

Eu sou Galahad.

Eu ?

Caçador de moinho ?

28) DULCINÉIA PARANÓIA (22/11/1986)


Sou uma Dulcinéia

Em perigo

Não há por acaso

Nenhum Dom

Quixote desocupado

Para me salvar ?

Ele tem chamas nos olhos

Ele tem icebergs nas mãos

Da sua boca

Sai uma língua

Fina e comprida

Com duas agulhas

Na ponta

A cor dele

É amarelo-visgo

O corpo dele

Só vai

Até a cintura.

Os seus olhos

Fazem correr lava

Pelas minhas veias.

Suas mãos

Ferem o chão.

Uma espessa

Camada de gelo

Avança

Em minha direção.

Dou um doce

A quem me socorrer

Só sé for agora.

É inútil

Querer fugir.

Virei iceberg.

Agora

Sua língua

De cobra

Aproxima-se

De mim.

Não posso desmaiar.

Não há

Entre os leitores

Nenhum hipnotizador

Para me manter

Desperta ?

Só me faltava

Essa.

Cada fagulha

Se cravou

Num seio meu

Ele suga

Todo meu leite

É asqueroso

eu achar

tudo delicioso.

A porta

Do recinto

Vem abaixo !

É o Quixote

Dos meus sonhos !

Chegou atrasado,

Meu amor...

Meu coração

Já pertence

Ao meu ódio

Ao Esfinge.

29) É DOLOROSA (17/04/1987)  


É dolorosa

A nossa separação

Mas sua duração

Eu te juro

Não há de ser eterna.

A distância

É só geográfica

Nos Átomos do Cosmos

Nossos Espíritos

Estão unidos

Com laços de ouro.

A Mãe Terra

Nos uniu para sempre

Com fez

Com as serpentes

Do caduceu.

30) ERA DE NOITE E CHOVIA MUITO (16/02/1987)  


Era de noite e chovia muito

de vez em quando relampejava

eu estava jantando sozinho

Foi então que ouvi uma voz cantar

A música não se parecia

Com nenhuma de que me recordasse

A língua não se parecia

Com nenhuma língua humana

E o mais estranho

Era que quem cantava

Era eu.

31) ERA TAL A SINTONIA ENTRE NÓS (16/02/1987)

Era tal

a sintonia entre nós.

Que nós

não comunicávamos

Através de palavras

Os pensamentos

Transitavam

Em estado

Bruto

Entre

Nossos cérebros

Se os

Escrevo aqui

E para torná-los

Um pouco

Mais legíveis

Ao meu Ego.

32) EXPERIÊNCIA (26/02/1986)     


Quando me encontro

No deserto da solidão

Cada grão de areia

É uma desilusão

Olhando em volta vejo

Uma bela imagem,

Ouço o canto das sereias

Mas é uma miragem.

Sigo minha viagem

Rumo ao nada,

Sei que é longa e feia

esta estrada.

Alguns urubus

Voam em volta,

Me querem como ceia.

Me entrego sem revolta.

Com suas bicadas vigorosas

Tiram a parte podre

Que me permeia,

Deixando a mais saborosa.

Depois de tal experiência,

Saio do deserto da tristeza,

Vi pro mar da existência.

Vou pro mar do coração,

Onde cada gota

É pleno de beleza,

É bela canção.

33) FAÇO CÍRCULOS NA AREIA (29/01/1986) 

Faço círculos

Na areia

No litoral

Como parte do rio.

São símbolos milenares

Da sideral

Ordem de Arantes.

Disfarço vícios.

34) FOSTE FONTES (28/10/1985) 

Foste proposta inconseqüente

Resposta pronta e permanente

Afronta assaz ardente

Falaz paixão

Foste imposto sobressalente

Rosto fosco e contundente

Tosco gesto indecente

Presto arpão

Foste póstuma parente

Hóstia hostil e crisol previdente

Borbulhante pulsação

Foste encosto insistente

Aposto artista ao concorrente

Sizígia bela e nitente

Aquarela amarelo-limão

Foste forca consistente

Força motriz surpreendente

Retriz vacilante ascendente

Lancinante prisão

Foste passeio fremente

Asseio torto e consciente

Mosto no mosteiro saliente

Sorrateiro vilão.

Foste mistério insolvente

Minério lento poluente

Lente radiante na corrente

Verdejante visão

Foste fonte forte

Ponte para o porte

Rara réstia de retórica

Peste prestes à posse

Seresta salmão

35) IMERSO NA INÉRCIA (15/01/1998)    

E meus poemas

Quantos assassinarei

Por inércia

Por inépcia ? 

36) ME(E)DITO (11/12/1986)


Quando medito

Me edito.

Quando menstruo

Me instruo.

37) O FILME DAS ESTRELAS

As pétalas das estrelas

Projetam filmes na Lua.

38) PARIS (10/07/1985) 


Paris

Pariste a Luz.

39) PASSAMORTE   

A morte

É meu passaporte

Para o Inferno.

40) PEDRAS PERNICIOSAS 

Algemas de gemas

Preciosas e perniciosas

Em pernas ociosas.

41) SUA MÃO SINISTRA. (24/02/1987)    

Sua mão sinistra

Ministra

Com clamor

Aos aflitos

O filtro

Do Amor.

42) SÃO FANTASMAS CONFUSOS (12/08/1987)   

São fantasmas confusos

São espectros difusos

São elétricos parafusos

São vampiras

Dominadas

Pela lascívia

43) TENHO A ALMA SUBMERSA (14/06/1988)   

Tenho a alma submersa

Nos grandes sonhos do passado

Em carnais desejos de realização

Minh’alma está ébria de mim.

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